nome

Encyclia gallopavina
(Rchb. f. ) Porto & Brade
Rodriguesia vol. 1:2, p.29, 1935
photo


Gênero
Encyclia Hook
Família
Orchidaceae
Tribo
Epidendreae
Subtribo
Laeliinae
Etimologia
A alusão à semelhança do cacho floral com a cauda de um pavão, equiparando as manchas roxas redondas do labelo com os ocelos da cauda da ave.
Ocorrência
Brasil. Para Vitorino Paiva CastroNeto, é uma espécie endêmica dos estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo, crescendo nas partes mais baixas junto a rios e córregos do estuário do rio Paraíba do Sul, em altitude que varia entre 200 e 400 m. Pabst & Dungs (1975) consideraram que ela ocorre nos estados do Amazonas, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. Campacci (2003) considera que sua área de ocorrência engloba os AM, GO, PA, MG, RJ, SP e TOC.
Habitat
No Estado do Rio de Janeiro, era encontrada às margens do Rio Paraíba e seus afluentes, dividindo seu habitat com a Cattleya porphyroglossa.
Hábito vegetativo
Planta epífita, é relativamente pequena, habitando sempre matas ciliares úmidas. Possui folhas novas cor de vinho e à medida que envelhecem elas vão se tornando mais escuras, marrom arroxeadas. Os pseudobulbos são quase esféricos.
Haste Floral
A haste fotografada tem um cacho de cerca de 30cm e as suas flores possuem 2cm de diâmetro e 3cm quando espalmadas. Plantas mais velhas podem exibir cachos com até 70cm de comprimento. As flores quando se abrem sob o sol ficam com a borda do labelo bem amarela e as pétalas e sépalas escurecem quase até a cor do café.
Flor
Encyclia gallopavina típica tem o labelo espalmado roxo com margem amarelo-creme, pétalas e sépalas marrom esverdeado e forma bem redonda, principalmente na borda dos segmentos florais. Os segmentos são voltados para frente, fazendo com que a aparência geral da flor seja fechada e esta forma típica pode ser vista nas primeiras fotos. As últimas fotos exibem flores um pouco diferentes com labelo de bordas brancas e não amarelas, com as laterais voltadas para baixo. Os segmentos florais são mais finos e mais planos, quase não se voltando para frente, dando-lhes uma aparência mais aberta. Seu colorido tende para o castanho, mais clara, portanto, que a anterior.
Epoca
de floração
Primavera e verão (Hemisfério sul).
Cultivo
Ela com certeza é rara em cultivo, embora seja muito buscada por colecionadores. Talvez a dificuldade atribuída à esta espécie seja em funçao da necessidade de muita luz, associada a muito arejamento e muita umidade ambiente. Fica muito difícil de se prover esses três fatores juntos uma vez que os dois primeiros são antagônicos ao terceiro. É preciso que o local de cultivo seja em em local com umidade relativa alta para se ter sucesso com essa espécie. Na natureza, ela vegeta em galhos grossos de árvores grandes e em situações bem expostas aos raios do sol. Pode ser plantada em um cachepot de madeira com substrato de sphagnum e está com a frente fixada e subindo em uma placa de peroba amarrada com arame em pé dentro do cachepot. As raízes tanto se fixam na peroba quanto penetraram no sphagnum em busca de umidade. O sphagnum também acumula água a qual ao evaporar mantém úmidas as raízes que estão agarradas à placa de peroba.
Alterações Nomenclaturais
Encyclia faz parte de um grupo de espécies inicialmente conhecidas como Epidendrum e, depois, como Encyclia que, por sua vez, foi dividida em outros gêneros. 1998, Higgins separou um grupo de espécies de Encyclia, colocando-as em Prosthechea. Withner & Harding tomaram as espécies Prosthechea sensu Higgins e as dividiram em gêneros mais claramente definidos, Anacheilium, Pollardia, Hormidium, Encyclia e Prosthechea (espécies que não encaixam nos gêneros anteriores), definindo Encyclia como uma planta com pseudobulbos heteroblásticos arredondados (alargados junto a apenas um entrenó), de folhas rígidas, sem bainha evidente na inflorescência e de frutos são ovais ou circulares nas secções cruzadas e, o mais marcante, com o labelo é livre da coluna. Chiron e Castro baseando seus estudos na morfologia dividiram o gênero Prosthechea em diversos sub-gêneros e cunharam um novo gênero Pseudoencyclia.
Sinônimos
Epidendrum gallopavinum Rchb. f; Epidendrum purpurachylum Barb. Rodr. Encyclia purpurachyla (Barb. Rodr.) Porto & Brade.
Pesquisa
Carlos G. Keller e Delfina de Araujo.

Referências
de consulta

 

Coletâneas de Orquídeas Brasileiras - Encyclia (1); A Contribution to an Understanding of the Genus Encyclia as it Occurs in the Brazilian Shield and Its River Tributaries, J. A. Fowlie e Denis Duveen (Orchid Digest). The Cattleya and Their Relatives, The Debatable Epidendruns, Carl L. Whitner and Patricia Harding. Encyclia Brasileiras - CD de Vitorino Paiva Castro Neto. Patricia Harding - Orchid News #35 - http://www.delfinadearaujo.com.

fotofoto
fotofoto
fotofoto

Cultivo e fotos: Carlos Keller


Proibida a reprodução de qualquer elemento da página (texto, fotos, lay-out) sem a autorização expressa, por escrito do autor