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nome

A Planta do mês de janeiro de 2008

Dendrobium smillieae F. Muell. Fragm. 6: 94 (1868)

Gênero e Grupo

Dendrobium, Dendrobiums. O gênero comporta mais de 1.100 membros.

O Nome e sinônimos

Dendrobium de Smillie (homenagem a orquidicultor australiano no ano 1800).
Callista ophioglossa (Rchb. f.) Kuntze 1891; Callista smilliae (F. Muell.) Kuntze 1891; Chromatotriccum pachyceras (F.Muell. & Kraenzl.) M.A.Clem. & D. L. Jones 2002; Coelandria smillieae [F. Meuller] Fitz. 1882; Dendrobium hollrungii Kranzlin 1889; Dendrobium hollrungii Kranzlin var. australiense Rendle; Dendrobium kaernbachii Kranzlin 1894; Dendrobium ophioglossum Rchb.f 1876; Dendrobium pachyceras F. Mueller & Kranzlin 1894; Dendrobium secundum var. urvillei Finet 1903; Dendrobium smilliae var. ophioglossum [Rchb.f] Bailey ?; Pedilonum hollrungii (Kraenzl.) Rauschert 1983; Pedilonum ophioglossum (Rchb. f.) Brieger 1981; Pedilonum pachyceras (F. Muell. & Kraenzl. ex Kraenzl.) Rauschert 1983; Pedilonum smillieae (F. Muell.) Rauschert 1983.

Subfamília

Epidendroideae

Tribo

Dendrobieae

Subtribo

Dendrobiinae

Seção

Pedilonum

Autor da descrição

Swartz, Sw. – in Nova Acta Regiae, Soc. Sci. Upsal. 6: 82 (1799)

Forma da flor e floração

Inflorescência, uma por bulbo, com cerca de 20 flores, com 5,7 cm cada.
A inflorescência tem a forma de uma escova, dessas de limpar garrafas, de onde vem um dos seus nomes populares na Austrália.
Período de floração no Brasil de setembro a dezembro.
Floresce em bulbos antigos e já sem folhas.

Ocorrência

Nova Guiné, Papua e região tropical do Norte da Austrália, ao nível do mar.

Cultivo

Clima quente. Pode ser cultivada, muito bem, em cidades como a do Rio de Janeiro.
Segue os mesmo critérios de cultivo dos demais componentes do grupo Callista (Den. densiflorum, por exemplo): rega regular no período de crescimento de bulbo novo. Quando se aproximar o período de floração suspender as regas que se limitarão a borrifos um pequeníssima quantidade de água, apenas para evitar o enrugamento das canas.
Prefere vasos pequenos o que constitui um problema, pois, sendo planta de porte alto, tende a virar no local de cultivo. Este problema pode ser atenuado com brita grossa no fundo de drenagem do vaso e colocando o vaso dentro de outro, maior, de barro, ou escorando. Como as canas (bulbos) têm a tendência de se deitarem para baixo, devem ser amarradas a um tutor qualquer ou serem mantidas verticais, amarradas ou com um prendedor feito em arame que abarque todos os bulbos (veja na foto).

Pragas e doenças

São poucas as pragas que afetam essa planta. Como é decídua, cochonilas e pulgões pouco afetam. Bem cultivada é, praticamente imune a doenças.
Recomendam-se cuidados na rega para evitar o encharcamento e que se acumule água na coroa dos brotos que podem apodrecer.

Adubação

A recomendada para os membros da seção: intensa no período crescimento, com supressão nos dois meses anteriores à época de floração.
Quando for usado adubo orgânico (tipo mamona, farinha de osso e cinza de madeira), granulado ou em bastões, renovar a cada 3 meses.

Referências

The Orchidaceae of German New Guinea Schlechter 1985 as Dendrobium hollrungii Kranzlin; Orchid Species Culture; Dendrobium Bakers 1996; Flora Malesiana Orchids of New Guinea Vol II Shuiteman and de Vogel 2002; The Dendrobiums H. P. Wood 2006.
Wipedia, a enciclopédia da internet e diversos sites, que podem ser pesquisados em sites de busca.


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Essa é a posição natural das flores, na natureza,
ou quando a planta é cultivada permitindo que as canas deitem.
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Exemplo de prendedor de bulbos.

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Um vaso dentro de outro para prevenir que a planta seja derrubada dada sua altura.

Texto e fotos: Raimundo Mesquita (homenagem a Maria da Penha Fagnani, que foi a introdutora dessa planta entre os orquidófilos do Rio)



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