Phragmipedium sargentianum, Rolfe, 1896, Orchid Rev. 4: 332
Subfamilia: Cypripedioideae
Seção:
Platypetalum (Pfitzer)Garay

O nome

Nome escolhido por Rolfe, em 1986
Sinônimos: Selenipedium sargentianum; ou, ainda, Phragmipedium lindleyanum var. sargentianum.

Ocorrência

Planta tropical, terrestre ou epífita, encontradas desde a América Central até o centro da América do Sul. Os Phragmipedium são, normalmente, encontrados em montanhas entre 900 e 1500ms de altitude. Não obstante, algumas espécies são encontradas no nível do mar e outras em altitudes entre 2500 e 3000ms, em clima tropical e subtropical.
O Phragmipedium sargentianum é originário do Brasil, Pernambuco, florindo muito bem no Rio de Janeiro, no nível do mar.

Aspecto vegetativo

Planta simpodial, dotada de raízes fibrosas, constituída de folhas coriáceas que atingem até 80cms, em formato de leque, em grupos de 6 a 8 folhas.

Flor

 É da base deste leque de folhas, pelo centro do leque, que nasce uma inflorescência ereta, com flores com uma sépala dorsal e uma sinsépala, além de duas pétalas laterais, com um labelo saculiforme (ou sapatinho). As flores nascem de forma seqüencial, ficando por cerca de 24 horas com 2 flores na mesma haste, apresentando, sem bem cultivada, algumas hastes ramificadas.

Perfume

As suas flores não apresentam perfume.

Pragas e doenças

Como as demais orquídeas, são sujeitas ao ataque de cochonilhas e de pulgões, podendo o combate, preventivo, ser feito com óleo de neem e citronela, mediante pulverizações periódicas.

Cultivo

Considerando-se que o seu habitat natural é o brejo, ele aprecia condições sombrias e bastante úmidas, com boa ventilação. A água deve ser fornecida em abundância, apreciando a colocação de um prato para que fique sempre o vaso em contato com água. Aceita fertilizantes químicos o ano todo, devendo ser colocado na água do prato, utilizando-se de 15 em 15 dias a metade do indicado pelo fabricante.
O substrato deve ser 1/3 do composto de casca de pinus, com carvão, 1/3 de pedra brita zero e 1/3 de areia lavada de rio.

Híbridos

O Phragmipedium sargentianum tem sido utilizado em vários híbridos, por exemplo: Coral Jewel (schlimii); Demetria (caudatum); Memória Dick Clements (besseae), Patti MacHale (pearcei), Red Lightning (warscewiczianum), Beauport (Hanne Popow), etc. Sendo cruzado com Paphiopedilum gera o híbrido Phragmipaphium.

Premiações

Phragmipedium sargentianum têm alguns clones premiados pela American Orchid Society – AOS, podendo ser citados os seguintes: ‘Fernbrook’, CCM/AOS 84 pts.; e, ‘Rayber’, CCM/AOS 81 pts.

Referências de consulta

www.phragweb.info; www.delfinadearaujo.com; além de livros e revistas



Foto de Roberto Takase, colhida, sem restrições,
na Internet, no site http://www.cpo.org.br
Foto de Sergio Araújo, obtida com sua autorização
na Internet, no site http://www.delfinadearaujo.com

Primeira e última fotos: Fernando Setembrino. Nome do clone: ‘Federer’.
Cultivo: Fernando Setembrino



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