Foto/Photo: Raimundo Mesquita
forma típica
Cutivo e foto Alvim Seidel de Santa Catarina
forma nigrescens
Foto/Photo: Raimundo Mesquita
forma cerúlea

O nome e sinônimos
Nome dado em homenagem ao Lord Ackland, em cuja propriedade floriu pela primeira vez na Europa.
Sinônimo: Epidendrum aclandiae (LINDL.) RCHB. F., WALPERS Annales Botanices Systematicae 6:312,1861
O gênero
Cattleya.
Habitat e ocorrência
Bahia, na região da Mata Atlântica e, também, nas regiões mais secas da caatinga e matas secas nas proximidades do mar e dos vales dos rios Paraguaçu (que deságua no Recôncavo da Baía de Todos os Santos) e Jacuipe.
Forma vegetativa
Simpodial e epífita. É planta de pequena estatura, com pseudobulbos de, no máximo, 15 a 20 cm, raramente mais um pouco, até 25 cm. Bifoliada, com folhas coriáceas. Inflorescência apical e sem espata. Coluna exposta.
Luz
Intensa, mas sem sol direto entre 10 e 16 h. Nas montanhas pode receber sol direto, desde que a ventilação seja forte.
Temperatura mais adequada
No habitat, calor forte, no verão (35º, máxima) e frio, no inverno e à noite.
Umidade e rega
Umidade relativa elevada.
Rega: quando montada em cortiça, corticeira ou toros de madeira, diária; em palito de xaxim, uma vez por semana. Em vasos, uma por semana. Sempre pela manhã. No inverno, reduzir drasticamente.

Fertilização e tratos culturais
É tida como planta difícil de cultivar, o que se deve em grande parte às condições dos locais em que é endêmica. Muita claridade, regime pluviométrico, bem definido, com períodos bem secos e em que chega a ficar ligeiramente desidratada, seguido de épocas de grandes precipitações, que antecedem o período de floração.
Por tudo isso, em cultivo, prefere suportes como toros, placas de cortiça e pequenos palitos de xaxim, ou seja, suportes que permitem a rápida secagem das raizes. Pode ser cultivada em vasos rasos, e com substrato poroso e fundo de drenagem que ocupe 2/3 do vaso, de preferência de barro. Gosta muito de sair do vaso, estendendo seu rizoma e soltando uma enorme quantidade de raízes que agarram na parte externa do vaso, ou ficam penduradas, evidenciando que não gosta de permanecer com raízes encharcadas. Replantada, tem um demorado restabelecimento. Fertilização, freqüente, com adubos líquidos, por rega ou pulverização.
Flor e floração
A floração, no habitat, tem seu pico entre agosto e outubro, mas em cultivo flore em dezembro, no começo do verão. Floresce, apicalmente, de bulbos ainda imaturos. No mínimo duas flores, raramente mais, por bulbo florífero. As flores de substância pesada e cerosa, bem perfumadas, apresentam formas de colorido, como é comum nas Cattleyas, bem variado, albinas, cerúleas e aquela que é a cor tipo, com pétalas e sépalas verde oliva e bronzeado, pintalgadas de marrom, com o lobo central do labelo e coluna rosa forte e lobos laterais brancos.
Pragas e doenças
As mesmas que atacam as Cattleyas e Laelias catleioides: cochonilas, pulgões, tentecoris, etc.
Híbridos
Presente na maioria das minicattleyas tigradas, como a Cattleya Fascelis, Brabantiae, Pão de Açúcar, etc.



.  Habitat e ocorrência:
   Caatinga e matas do Reconcavo e    sudeste bahianos
 




Foto aérea da América do Sul,
assinalando a meia lua em preto a região de ocorrência da
Cattleya aclandiae na Bahia,

Fonte dos mapas: IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e
Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais do estado da Bahia



Pranchas da Lindenia
(Published by J. Linden. Ghent 1885-1906)
1- Planta tipo; 2- variedade Salmonea



Foto/Photo: Raimundo Mesquita
Cattleya Fascelis


Expressamente proibido qualquer tipo de uso, de qualquer material deste site (texto, fotos, imagens, lay-out e outros), sem a expressa autorização de seus autores. Qualquer solicitação ou informação pelo e-mail orchids@pobox.com