Boletim OrquidaRIO
Ano 9 - edição nº 3 - Julho - Setembro 2007



Editorial / Palavra do Vice-Presidente


Aproxima-se a hora de mudanças.
Finda este período de gestão e o momento de eleger uma nova diretoria está, já, aí à frente.
Se não conseguimos tudo o que desejamos fazer, ao assumir há cerca de dois anos, consola-nos o fato de termos resolvido pelo menos o principal: mantivemos a publicação trimestral da nossa revista e do boletim, efetivamos uma exposição a cada estação do ano e mantivemos - com sucesso e presença significativa de sócios - as nossas reuniões técnico-científicas, com participação de vários convidados de inegável conhecimento nos assuntos que expuseram.
Muito satisfatório também foi o fato de havermos conseguido equilibrar as contas da OrquidaRio, tendo obtido mesmo uma
certa folga nas finanças, o que permitiu reajuste de salário de nossa secretária e aquisição de aparelho de projeção de imagens tipo “Data Show”.
Projetos outros como o levantamento e estudo das espécies da “REGUA” estão em andamento e vão bem.
Foi um período de muito sacrifício e trabalho, mas compensou.
Aprendemos muito e estas poucas palavras têm como objetivo, exatamente, transmitir à próxima diretoria a nossa experiência para que esta não necessite do mesmo aprendizado que tivemos, partindo daqui para diante.
Discussões e projetos futuros à parte, aprendemos que os nossos sócios não são suficientes para sustentar os custos da nossa sociedade e que, gostemos ou não, o grande suporte econômico para a nossa existência, provém das exposições que organizamos. A intenção, concretizada, de fazer uma exposição a cada estação do ano, viabilizou sempre a publicação da nossa revista Orquidário e permitiu um resíduo que nos levou a ter uma reserva de dinheiro em caixa e conforto na gestão. Independentemente de termos algumas pessoas jurídicas que fizeram doações e de termos finalmente esclarecido que podemos recebê-las em troca de abatimentos no imposto de renda dos doadores – o que nos dá boas perspectivas futuras – nos parece claro que a próxima diretoria não poderá deixar de manter a nossa rotina de exposições, por mais trabalho e aborrecimento que elas tragam. O trabalho de divulgação e captação de novos sócios, também árduo, necessita ser mantido e incrementado.
Finalmente, como ficou claro na nossa experiência, uma gestão sem conflitos e agregadora, rende muitos frutos, casa cheia e otimismo para o futuro.

Carlos Manuel de Carvalho.



Situação do Edifício Rio Paraná


O incêndio ocorrido no subsolo do Edif. Rio Paraná, onde está situada a nossa sede, deixou o prédio interditado durante alguns dias no final de julho e início de agosto. Depois disto, durante algumas semanas, o prédio voltou a funcionar apenas parcialmente, pois o abastecimento de energia só estava sendo feito através de geradores. Por este motivo,as reuniões programadas para aquele período tiveram que ser canceladas.
Desde o dia 03/09/07 a situação voltou ao normal. Nossa sede, assim como todas as outras salas do prédio, não sofreu qualquer dano e estamos em plena atividade. Reconhecendo que a medida já deveria ter sido tomada anteriormente, estamos providenciando a instalação de um extintor de incêndio e seguro contra incêndio para a sala da OrquidaRio, para maior proteção do nosso patrimonio.



Parcerias Valiosas

Ao longo desta gestão, a OrquidaRio recebeu o apoio de algumas empresas que tornaram possíveis alguns de nossos projetos. Nada mais justo do que agradecer abertamente a estes nossos antigos e novos parceiros.
Para organizar o “Salão de Pintura Botânica”, que aconteceu em maio deste ano, no Forte de Copacabana, recebemos o apoio da Fundação Botânica Margaret Mee e da Osklen.
Para realizarmos a 2ª Exposição de Inverno, em julho, no São Conrado Fashion Mall, tivemos o apoio do próprio Fashion Mall, assim como também a grande colaboração do Horto Rio Verde Ltda.
A Klabin Ltda. nos deu o apoio financeiro fundamental para a criação e confecção de dez mil folders institucionais, que tem ajudado na divulgação da nossa sociedade e na campanha de conquista de novos sócios.
E, para o sucesso das exposições organizadas pela OrquidaRio no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, a parceria com a H4 Adornos Ltda, do mantenedor do Orquidário, Antonio Bernardo, tem sido essencial.
A todas estas empresas, esta diretoria agradece o apoio e a confiança depositada.
Trabalhar em parceria traz um novo estímulo a nossa sociedade.



Informações para os cultivadores de orquídeas:

Nos últimos anos, o caramujo africano, uma praga invasora, tem causado muitos prejuízos a jardins, plantações e estufas em geral. Nosso sócio, e sempre colaborador, Sylvio Pereira, encontrou-os recentemente em canteiros no bairro da Penha, zona Norte da cidade do Rio de Janeiro, e decidiu que é importante informar-nos sobre o assunto.

Caramujo Africano (Achatina fulica)
O caramujo africano [*] originário do Leste/NE da África, foi introduzido no Brasil nos anos 80 com o objetivo de substituir o escargot (Helix aspersa) na culinária brasileira, pois pode atingir até 15 cm e pesar 200 g. Não houve licença para a sua introdução pelos órgãos públicos competentes e o empreendimento não deu os resultados comerciais desejados, pois o produto final não agradou aos consumidores.
Os caramujos foram então abandonados ou descartados pelos produtores sem nenhum cuidado ambiental tornando-se uma praga agrícola, pois não têm predadores naturais aqui, são hermafroditas, adaptaram-se aos nossos diversos ambientes além de ter uma reprodução muita acelerada. Os invasores, que já ocuparam praticamente quase todo o território brasileiro, são encontrados, também, no Rio de Janeiro.
O caramujo africano é considerado uma das 100 espécies invasoras mais perigosas no mundo. No Brasil está classificado entre as cinco espécies invasoras que causam maiores problemas, ao lado da Capivara, a Caturrita, o Javali e o Mexilhão-dourado.
Nas áreas urbanas o caramujo pode ser encontrado em quintais, hortas, jardins e orquidários, pois gosta de ambientes úmidos e sombreados.
Sua identificação é fácil, pois a sua concha tem a forma espiralada, é marrom-escuro, com listras mais claras e irregulares. A borda da sua concha é afiada, diferente da borda do caramujo brasileiro conhecido como Aruá que é arredondada.
Além dos estragos e prejuízos que podem fazer nas plantações, jardins e bosques, o caramujo africano pode transmitir doenças graves, pois é hospedeiro de dois vermes que podem afetar o homem:
- Angiostrongylus costaricencis, que causa a doença angiostrongilíase abdominal;
- Angiostrongylus cantonensis, que transmite um tipo de meningite, a angiostrongilíase meningoencefálica.
Ao identificar a presença dos caramujos no seu quintal, jardim, orquidário, etc., tenha o cuidado de coletá-los utilizando-se de luvas ou dois sacos plásticos, colocando-os em um recipiente ou saco plástico reforçado que deverá ser encaminhado aos locais de coleta da prefeitura da sua cidade.
O caramujo é sensível ao sal e a cal hidratada.
O Ibama tem um e-mail achatinafulica.sp@ibama.gov.br que pode ser acionado para tirar dúvidas e auxiliar na identificação do molusco.
Este assunto está muito bem apresentado na Internet. Basta fazer uma pesquisa usando “Caramujo Africano” e centenas de portas se abrirão contendo as informações completas sobre o caramujo, os cuidados necessários e as formas de eliminá-lo.


Sylvio Pereira  (sylvio.pereira@uol.com.br)

Nota (*)
Para evitar polêmicas, a Wikipédia nos ensina que o molusco que a maioria das pessoas chama de caramujo africano, na realidade é um caracol. O caracol é um molusco gastrópode de concha espiralada calcária, pertencente à família Helicidae. São animais terrestres, respiram através de pulmão e tem ampla distribuição ambiental e geográfica.



EVENTOS QUE REALIZAMOS E/OU PARTICIPAMOS


EXPOSIÇÕES

2ª Exposição de Inverno da OrquidaRio, de 13 a 15 de julho, no São Conrado Fashion Mall, Rio de Janeiro, RJ. Os orquidários que participaram: Binot, Itaipava e Itaorchids.
Queremos expressar os nossos agradecimentos ao Carlos Keller, querido sócio, que planejou o layout e montou o lindo espaço para a exposição, com a colaboração do Horto Rio Verde, que forneceu as plantas para a decoração.
Planta Vice-campeã e Melhor Híbrido de Cattleya: Blc. Young x Kong “Sun#16”, de Fernando Setembrino, Planta Campeã e Melhor Vandacea: Vanda Motes Imperial, de Carlos Manuel de Carvalho

Exposição “Orquídeas na Primavera”, de 6 a 9 de setembro, no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, organizada pela OrquidaRio. Associações orquidófilas convidadas que participaram com stands: Associação Orquidófila de Niterói, Círculo Orquidófilo de Maricá, Círculo Orquidófilo de Juiz de Fora, Grupo Petropolitano de Orquidófilos.
Orquidários comerciais que participaram: : Aranda, Bela Vista, Binot, Florália, Itaorchids, Itaipava, Minas Orchids, Juliato OrquiShopping, Oriental e Paulista.
O julgamento foi feito por juízes da OrquidaRio e por cinco juízes convidados da American Orchid Society, ao qual aproveitamos para agradecer a participação.
A premiação foi dada às seguintes plantas: Campeã e 1º. troféu (melhor sp Laeliinae) Cattleya lueddemanniana rubra‘CMC1’ de Cesar Cherem, Circ. Orquidófilo de Juiz de Fora; Vice-campeã: Dendrochilum wenzelii de Carlos Keller, OrquidaRio; 3º troféu (melhor Sarcanthinae): Ascocentrum miniatum de Luiz Fernando Espíndola, ASSON; 4º troféu (melhor híbrido do grupo Laeliinae) Schombolaelia Lancer, da Aranda.
Tivemos várias atividades paralelas como dois workshops de fotografia digital, ministrado por Maurício Seidl; palestra “Orquídea de qualidade - meristemas”, por Carlos Keller; palestra “Cultivo Orgânico de Orquídeas”, por Reinaldo Ilaci, painel sobre“Polinização” e atividades para crianças.
Por voto popular, a Aranda foi o melhor stand da exposição, ganhando um prêmio em ouro, oferecido por Antonio Bernardo, nosso parceiro nas exposições do JBRJ. O Orquidário Itaipava foi o segundo colocado, seguido da OrquidaRio.
A parceria com o Laboratório Social do JBRJ mostrou-se proveitosa, com jovens auxiliando no atendimento ao grande público.
A visitação foi um novo recorde, com um público de 16.735 pessoas nos quatro dias do evento. Aproveitamos para agradecer aos vários sócios que contribuiram levando plantas e ajudando na organização do nosso estande ou ajudando em nosso estande de de vendas

63ª Exposição de Orquídeas de Rio Claro, de 22 a 24 de junho, no Colégio Claretiano, em Rio Claro, SP.
Mais uma vez a OrquidaRio esteve presente a esta tradicional exposição, com plantas de vários sócios, que foram levadas pelo sócio José Francisco Vieira. Nossas plantas não foram julgadas, por não sermos membros da CAOB.

7ª Mostra de Orquídeas de Resende, de 06 a 08 de julho, no Ginásio do Colégio Salesiano, em Resende, RJ.
Com 8 associações convidadas participando, a OrquidaRio foi representada com plantas de alguns sócios, levadas por José Francisco Vieira.

55ª Exposição Nacional de Orquídeas, de 22 a 22 de julho, na FEPASA , em Guaxupé, MG.
A OrquidaRio esteve representada pelos sócios Luciano Ramalho e José Francisco Vieira, que levaram plantas de vários sócios. Nossas plantas não foram julgadas, por não sermos membros da CAOB.

VII Exposição Nacional de Orquídeas de Juiz Fora, de 31 de agosto a 2 de setembro, no Colégio Acadêmico do Comércio, em Juiz de Fora, MG.
Vários de nossos sócios foram visitar a exposição, onde fomos representados por José Francisco Vieira, que levou plantas de alguns de nós. Apesar desta exposição também fazer parte da CAOB, o Círculo de Orquidófilos de Juiz de Fora incluiu nossas plantas no julgamento feito.

77ª Exposição da AOSP, de 14 a 16 de setembro de 2007, na Faculdade Cantareira, bairro Belém, em São Paulo, SP.
A OrquidaRio montou um dos muitos estandes da bonita exposição comemorativa dos 40 anos da AOSP.
Vários de nossos sócios foram visitar a exposição, incluindo os que foram na excursão liderada por Marlene Paiva Valim. As plantas de nossos sócios foram levadas por Alexandre Cruz de Mesquita e José Francisco Vieira.



PALESTRAS NAS NOSSAS REUNIÕES


“Vegetação sobre Inselberg e Orquídeas da Pedra da Gávea, Pq. Nacional da Tijuca, Rio de Janeiro, RJ”, em 24/5, por
Eduardo Saddi (eduardosaddi@jbrj.gov.br).
A vegetação de “inselbergs” (afloramentos rochosos montanhosos como o Corcovado, Pão de Açúcar)é bem distinta do entorno, pois estas formações caracterizam-se por baixa retenção de água e nutrientes, poucas alternativas para fixação de raízes, ação constante de ventos e alta insolação. Estes fatores determinam um lento crescimento das plantas, com baixa substituição das espécies. Eduardo apresentou alguns resultados de seu trabalho na Pedra da Gávea, onde já levantou 25 espécies de orquídeas (distribuídas em 16 gêneros), características dos 4 diferentes micro-habitats estudados: cume, gretas, afloramentos expostos e áreas próximas a florestas. A face sul, sudeste e sudoeste apresentam menor incidência de raios solares, a exposição ao sol é menor e recebe muita influência dos ventos úmidos e frios vindo do sul. Em conseqüência esta área tem uma composição florística distinta que é mais densa e possui um número maior de espécies. A face norte, nordeste e noroeste ao contrário, por receberem maior insolação e ventos secos, possuem uma flora mais restrita com menor número de espécies e de indivíduos.
Como parte deste projeto e do Projeto CORES (Inst. de Pesq. Jardim Botânico do Rio de Janeiro / Petrobrás)existem planos para a reintrodução da Laelia lobata, dando especial atenção ao local de procedência da população, com estudo da variabilidade genética. Se não houver muita variabilidade genética, não haverá importância a introdução de espécies provenientes de outros locais em áreas onde elas estão praticamente extintas.

Mesa-redonda: “Adubação” (continuação), em 28/06, por Raimundo Mesquita, Luciano Ramalho e Carlos Keller.
Tivemos o testemunho dos três orquidófilos, que seguem diferentes sistemas de adubação.
O Raimundo abandonou a adubação orgânica devido ao cheiro da mesma, à proliferação de mosca e a rápida degradação do substrato. Atualmente faz adubação inorgânica em dose homeopática a cada três regas. No caso dos Dendrobium, por exemplo, de março a maio necessitam de uma adubação abundante para uma boa floração na primavera. Mas no inverno devem ser submetidos a um estresse hídrico e não são adubados.
O Luciano, cultivando Catasetum em garrafa pet e com casca de pinus como substrato, aduba suas plantas com OsmocoteTM. O Catasetum não deve ser molhado no período de repouso (inverno). Com a chegada da primavera é que se faz o replante, caso seja necessário e volta a regar e adubar.
Keller cultiva suas plantas em Sepetiba, em uma área muito úmida. Seu cultivo é em cachepots com esfagno importado ou em casca de peróba apoiada em cachepot. No cultivo em ambiente aberto o esfagno não é indicado, pois em dias de chuva haverá o acúmulo de água que levará ao apodrecimento das raízes. O uso de esfagno não é compatível com adubos orgânicos, pois estes degradam o substrato muito rápido. Então usa adubos Peter’s TM 20-20-20 durante a maior parte do ano e 2 a 3 meses antes da floração usa Peter’sTM floração.

“Revisão dos FCC/AOS 2006 – as melhores do ano”, em 12/07, por Carlos A.A. Gouveia.
Apresentação de fotos das plantas que receberam o “First Class Certificate” dado por juízes da American Orchid Society durante o ano de 2006, com comentários sobre suas melhores características. 1% das plantas premiadas receberam FCC/AOS, o que correspondeu a um total de 25 plantas, sendo 8 espécies e 17 híbridos. Para receberem o FCC/AOS as plantas devem receber 90 ou mais pontos. Um deles foi dado a Cattleya trianaei f. concolor ‘Mem. Antonio Alcardo’, com 91 pontos, da KS Orquídeas, que foi exposta em Assis, SP.

“Projeto de Levantamento das Orquídeas da REGUA”, em 13/09, por Maria do Rosário de Almeida Braga.
Desde novembro de 2006 a OrquidaRio vem trabalhando neste projeto, com expedições mensais à Reserva Ecológica de Guapiaçú. As trilhas percorridas espalham-se por uma área com altitudes que variam de 30 a 1000m do nível do mar.
Das espécies que identificamos, 26 são novas ocorrências para a área. A maioria das orquídeas que observamos cresce entre 300 e 700m de altitude, embora uma única caminhada até um pico, a 1000 de altitude, tenha mostrado um grande número de espécies que não ocorrem em pontos mais baixos. Identificamos 55 espécies de orquídeas ao longo das trilhas.
Todas as orquídeas floridas foram herborizadas, para serem incluídas do Herbário do Jd. Botânico. Muitas outras foram encontradas sem flor e continuam sem identificação até o momento. À medida que o projeto foi se desenvolvendo, constatamos a necessidade de criarmos um “jardim de orquídeas”, para onde são levadas orquídeas que são encontradas caídas nas trilhas e que podem ser acompanhadas para posterior identificação. O “Jardim de Orquídeas”, que foi inaugurado durante nossa excursão em julho, também aumenta os atrativos para o ecoturismo da reserva, que é um dos objetivos do nosso trabalho. O levantamento não ficará completo dentro do prazo do projeto e foram discutidas possibilidade de darmos continuidade ao trabalho.

Nota: as palestras programadas para os dias 26/07, 09/08 e 23/08, tiveram que ser canceladas.

Errata: no Boletim de abril-junho de 2007, no resumo da mesa-redonda sobre Adubação, esclarecemos que Carlos Gouveia dilui o adubo inorgânico dez vezes porque ele aduba em todas as regas.



Viagens

À Reserva Ecológica de Guapiaçú (REGUA) -
No dia 07/07/07 tudo deu certo no passeio programado pela OrquidaRio. Levamos 36 pessoas, entre vários sócios e alguns parentes, para conhecerem o local e participarem de atividades de educação ambiental.
A programação incluiu uma apresentação das atividades da REGUA, do programa de educação ambiental, com apresentações feitas pelos adolescentes do projeto “Jovens Guardas”, e do projeto de reintrodução do pássaro mutum (Crax sp). Depois disto, e com um tempo muito bom, demos um passeio pela área de reflorestamento da reserva, seguido de almoço. Parte do grupo optou por caminhar por uma das muitas trilhas que temos percorrido nosúltimos meses e outro grupo ficou trabalhando na montagem do “Jardim de Orquídeas”.
Foi um dia de alegre convivência, enquanto participávamos de uma importante iniciativa de conservação.



O QUE ESTÁ PARA ACONTECER

REUNIÕES
27/09 – “Reconhecimento e tratamento de pragas e doenças” - Prof. João Araújo,
UFRRJ.
11/10 – não haverá reunião (véspera de feriado).
25/10 – “Exposições no exterior – estandes”, por Sandra Odebrecht e “Controle da praga Caramujo Africano, por Sylvio R. Pereira.
08/11 – “O gênero Baptistonia”, por Vitorino Paiva Castro Neto (a confirmar)
22/11 - “Espécies brasileiras de Oncidium”, por Carlos Eduardo de Britto Pereira e “Cultivo de Oncidium”, por Raimundo Mesquita
06/12 – Assembléia Geral: eleição de nova diretoria.
13/12 – Festa de fim de ano da OrquidaRio.

EXPOSIÇÕES
11ª Exposição de Niterói, de 04 a 07 de outubro, no Colégio Nossa Senhora da Assunção, situado à Rua Gal. Rondon, n° 842, bairro de São Francisco, Niterói, RJ. Exposição e vendas: das 9h às 17h.
VIIª Exposição Nacional de Orquídeas do Vale do Ribeira, de 19 a 21 de outubro, no Ginásio de Esportes Mário Covas, em Registro, SP. Horário de funcionamento: dia 19/10 das 20h às 22h; dia 20/10 das 9h às 22h e dia 21/10 das 9h às 18h.
11ª Exposição de Maricá, de 16 a 18 de novembro, no Esporte Clube de Maricá, Centro, Maricá, RJ. Horário de funcionamento: dia 16/11 das 19h às 21h, dia 17/ 11 das 10h às 21h e dia 18/11 das 10h às 19h.

E AS INTERNACIONAIS
2nd Scientific Conference of Andean Orchids / Orchid Show: A Mountain of Orchids, de 14 a 17 de novembro de 2007, em Quito, Equador. Informações: www.andeanorchids2007.org;
19th World Orchid Conference / Exposição Internacional de Orquídeas. Em Miami, FL, EUA, de 23 a 27 de janeiro de 2008. Informações pelo site: www.19woc.com (leia mais sobre o assunto na seção “Viagens”);
De 25 a 27/01 estará também acontecendo “The 2008 Tamiami Int. Orchid Festival”, em Dade County, FL . Mais informações: vandas@mindspring.com

Nota: nossa tentativa de formarmos um grupo para viajarmos juntos para Miami, a fim de participarmos da 19ª Conferência Mundial de Orquídeas não será concretizada. Por ser uma época de alta temporada em Miami, as companhias aéreas não tem interesse em oferecer descontos para grupos.

As reuniões da OrquidaRio acontecem sempre na nossa sede e começam às 19h. Compareça, traga sua planta florida, participe dos sorteios e rifas.
Venha aprender mais sobre orquídeas e compartilhar seus conhecimentos, em um gostoso clima de confraternização.



NOSSAS ATIVIDADES


PROJETO DE LEVANTAMENTO DAS ORQUÍDEAS DA REGUA
O projeto de conservação realizado pela OrquidaRio e apoiado pela San Diego County Orchid Society está completando um ano. O auxílio de US$2.500 que recebemos foi referente a este primeiro ano de trabalho. Embora estejamos conscientes de que ainda existe muito a ser feito em relação ao levantamento das orquídeas da Reserva Ecológica de Guapiaçú, optamos por não submeter ao Conservation Committee da SDCOS uma proposta de renovação.
A intenção é concluirmos esta primeira fase e apresentarmos os resultados alcançados.
Dentro de mais dois meses estaremos divulgando a todos o relatório final. Depois disto, avaliaremos as possibilidades de continuar trabalhando na área.
Mesmo sem termos levantado todas as orquídeas, os principais objetivos do projeto foram alcançados, uma vez que incluímos as orquídeas dentre as atrações da REGUA, estimulamos o interesse da comunidade local e aumentamos a conscientização dos sócios da OrquidaRio pela conservação. A todos que, de diversas maneiras, participaram do projeto, o nosso muito obrigado.



NOVOS SÓCIOS
Ainda há muito mais a fazer. Nosso número de sócios continua crescendo mais devagar do que o planejado. Faça você também um pouco de campanha. Traga um(a) amigo(a) para assistir as nossas reuniões. Todos sabemos que as orquídeas fascinam um enorme público. Dependerá de nós saber atrair novos sócios para que participem da OrquidaRio.



NOSSO SITE
- www.orquidario.org
No site da OrquidaRio você encontrará fotos das plantas vencedoras das três exposições que organizamos, inclusive com imagens da última “Orquídeas na Primavera” .
O item “Planta do Mês”, tem sido sempre renovado e este mês a escolhida foi Dendrobium nobile, como contribuição de Raimundo Mesquita.
Confira e comente.
webmaster@orquidario.org